No More Takes: Livros
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A publicidade também tem psicologia


A devorar. Como dizia Kurt Lewin: não há nada mais prático do que uma boa teoria. Talvez um bando de boas teorias.

domingo, 15 de abril de 2012

Moonwalking with Einstein: a memória é uma arte

Moonwalking with Einstein
Se ao passearem pelos corredores de uma livraria os vossos olhos encontrarem Moonwalking with Einstein na prateleira de Física estranhem. Algum espírito distraído julgou o livro pelo título no momento da arrumação. Embora Einstein dê à costa, se a memória não me falha, duas vezes em duzentas e tal páginas - uma delas numa breve mas valiosa aparição na mente do autor – a ilustre teoria das cordas, o electromagnetismo e quejandos não figuram no conteúdo do livro de estreia do norte-americano Joshua Foer.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Elegia: Poesia Incompleta

Poesia Incompleta
Ontem pela noite dentro tagarelava com uma amiga sobre a derrota do Benfica, psicodramas e o estado da Pátria. Às páginas tantas, veio à conversa livros e meteu-se pelo caminho o Requiem do Tabucchi que tinha acabado de ler pela tardinha. É pá, o Tabucchi do último post no teu blogue, né? disse ela, Esse mesmo, respondi-lhe, Vê bem como são as coisas, nunca li nada dele mas ouvia com minha mãe um programa de rádio em que o tipo falava como mais um espanhuelo e um tuga qualquer. Incrédulo perguntei, A sério? É pá, será que há podcast disso? Ela parou - sim, travou a marcha porque tagarelamos enquanto trilhamos um percurso mais ou menos definido pelo subúrbio - e muito séria soltou um Já reparaste, não postavas nada há imenso tempo e agora pegas na morte do Tabucchi e ele parece mais vivo do que nunca.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A Bíblia das Artes Visuais: A Psicologia das Cores


Se o título não deixa dúvidas quando à intenção de Eva Heller - construir um corpus de conhecimento para as cores fundamentado nos processos psicológicos -, já o subtítulo da obra - Como actuam as cores sobre os sentimentos e a razão - anuncia o natureza eminentemente prática da empreitada da autora, piscando assim o olho a todos os profissionais das Artes Visuais. É, sem dúvida, um manual de sobrevivência para todos aqueles visam provocar efeitos usando diferentes paletas cromáticas.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

Capas de Vinil por Joaquim Paulo

Os anúncios de mortes antecipadas fazem-me rir. Embora o aparato retórico explique a lógica de confronto que vamos vendo pelos media, a aceleração digital trouxe consigo uma infinidade de novos suportes que incitam essa nossa inevitável necessidade de comparar. O futuro do livro foi (e é) das primeiras coisas a ser discutido. Mas nem mesmo a rede escapou a vaticínios negros, como procalmou a WIRED. Os duelos de vida ou morte também se generalizam a tecnologias mais recentes, como o Ipad versus Kindle. E o velhinho vinil? Esse foi morto e enterrado pelo Nano da Apple, dizem. Ou talvez não. A razão deste prelúdio é colocar esta questão: e quando os objectos têm história? Ou melhor, o que sucede aos objectos com uma identidade?

O radiofonista Joaquim Paulo tem uma resposta possível para questão. Para o caso, a sua estória começa em 2008 quando organizou para a editora alemã Taschen o livro Jazz Covers, que foi premiado com o Prix du Livre da Academia Francesa de Jazz.
Em 2011 regressa com uma nova proposta, Funk & Soul Covers, um volume de 400 e muitas páginas mais um bónus: um disco de 7 polegadas. E pelos vistos não vai ficar por aqui. Um terceiro volume dedicado ao Brazil - bossa nova e tropicalismo à mistura - avizinha-se para breve.
No árdua tarefa de selecção das capas, Joaquim Paulo priviligiou o seu gosto pessoal enquadrado por factores que conectam os discos, como as editoras e os fotógrafos. Em relação a editoras, dois nomes saltam à vista: a Motown e a Stax. Mas a escolha extendeu-se a outras paragens, como a inclusão do nigeriano Fela Kuti, um expoente do afro-punk dos 70s. Para perspectivar o fenómeno musical, foram incluídos no livro tops de discos feitos por convidados e entrevistas com figuras mais ou menos históricas. Esta amálgama ajuda a entender a música como algo mais do que uma sequência de notas; a par do som há sempre imagens e conceitos que criam uma forma de estar no mundo, ou seja, uma identidade.