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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Direito ao esquecimento



A notícia bate em cheio num das questões mais pertinentes no uso que fazemos da Internet: o direito ao esquecimento. Quando batermos as botas, o Facebook prevê que alguém escolhido a priori pelo utilizador, continua a gerir, ainda que parcialmente, a nossa página da rede social.

Morte física deixa de equivaler a morte virtual. Passaremos a viver por procuração num limbo de bits.Ter medo de almas penadas, ectoplamas e fantasmas pixelizados ganha a legitimidade.

Mas ficção científica quase à beira da implementação à parte, é caso para relembrar Delete (2009) de Viktor Mayer-Schonberger:

Since the beginning of time, for us humans, forgetting has been the norm and remembering the exception. Because of digital technology and global networks, however, this balance has shifted. Today, with the help of widespread technology, forgetting has become the exception, and remembering the default. How and why this happened, what the potencial consequences are for us individually and for our society, and what - if anything - we can do about it.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A gestão governamental da Galáxia Internet


Com é que os diferentes Estados tentam gerir a Internet e as suas enormes implicações sociais? Melhor, como é que as suas posições operativas em relação a esse fenómeno reflectem o seu grau de receptividade à mudança social?

As notícias sobre duas posturas governativas em relação à Internet podem ser acedidas através da página do Público dedicada à tecncologia.

Com o intuito de salvaguardar o seu estado teocrático da difusão viral de ideias via redes sociais, o Irão resolveu por em marcha a criação de uma intranet.

No outro lado do bloco, Dick Costolo, o CEO do Twitter associa-se à atual administração norte-americana para assumir funções no Comité de Aconselhamento em Telecomunicações para a Segurança Nacional. O objectivo deste comité passa por elaborar políticas que assegurem as comunicações numa escala nacional, principalmente em momentos de crise.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sortido de notícas da Internet



» LinkedIn tem falhas de segurança.
» Google abandona projecto de digitalização de jornais diários.
» Wikipédia quer candidatar-se a património mundial da UNESCO.
» Fórum e-G8 debate a Internet.
» WikiCiências quer ser instrumento de pesquisa credível.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Bing vai ter "Like" do Facebook


O selo de aprovação dos amigos vai passar a estar incluído, via botão "like", no motor de busca da Microsoft, Bing.

A integração da funcionalidade originária do Facebook visa aproveitar a informação vinculada pelo círculo social sobre produtos. A aposta é sustentada pelas pesquisas feitas sobre o infocom, como a explica a equipa do Bing: "90 por cento das pessoas procuram conselhos directamente da família ou amigos como parte do processo de decisão".

Não poderia haver melhor exemplo da aplicação das ideias defendidas por Eric Fisher, comentadas aqui ainda esta semana.

A notícia está disponível no Públlico.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Possiplex: a Autobiografia de Ted Nelson

Ted Nelson
Ted Nelson sempre foi uma mente inquieta. Há cinquenta anos atrás, enquanto ainda era estudante universitário,fervilhava com ideias sobre a possibilidade do computador se vir a tornar uma máquina literária. Através de um interface intuitivo e de uma rede de ligações conceptuais, navegar na imensidão dos documentos produzidos pela Humanidade seria uma tarefa bem mais fácil e gratificante.


A demanda por esta ideia varreu a face do globo.


Em 1960 Nelson aproxima-se do seu objectivo com a fundação do Projecto Xanadu. Estava em marcha o primeiro projecto baseado no hipertexto.


Mas parece que para o omnívoro do conhecimento, a implantação das suas ideias foi feita de forma totalmente errada. Esta visão desassombrada é partilhada em Possiplex (2010), a autobiografia de Ted Nelson. O livro dá-nos conta da luta do teórico pela construção de um mundo de informação interconectada e disponível para todos, onde arte, ciência e engenharia desempenham um papel crucial.


A crítica do livro feita por Mark Bernstein está disponível aqui.