No More Takes

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Mano a Mano VI - Tones on Tail + Leftfield

A semana começa com Open Up, single que precede Leftism em 2 anos, lançado a Novembro de 93'. A vocalização esganiçada está a cargo de John Lydon (Sex Pistols/PIL), e a mediatização geek-friendly foi facilitada pelo filme Hackers em 95'.
A 10ª pista de Leftism:

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Mano a Mano VI - Tones on Tail + Leftfield

Com a próxima música os Tones On Tail fazem o seu ataque à synth-pop. O ano é 84' e ritmos electro com uma atitude industrial fazem mexer o canto da malta de preto, espigando os seus penteados delicados. Performance.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Mano a Mano VI - Tones on Tail + Leftfield

A apresentação do Leftism começa com Song of Life, completamente reescrita de um single lançado anos antes com o mesmo nome. Este redux mergulha chicotada pulsante da Cut for Life em ingredientes cítricos, fazendo-se introduzir pelas paisagens dub e etéreas da Fanfarre of Life.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Mano a Mano VI - Tones on Tail + Leftfield

E o Mano a Mano começa com Lions, a primeira pista e segundo single de Pop.

Mano a Mano VI - Tones on Tail + Leftfield

Este Mano a Mano é errado. Chega tarde, descomposto, e partiu 2 dentes da 1-2-3. Apresento esta semana dois álbuns que ligam tão bem como ovos e amendoins:
Tones On Tail - Pop (84') e Leftfield - Leftism (95').

O primeiro surge entalado entre Bauhaus e Love & Rockets, já desprovidos de Peter Murphy o trio continuou a desafiar géneros e etiquetas no que seria o primeiro e único álbum deste projecto de Daniel Ash. Tornaram-se então num dos produtos mais divergentes e efémeros do rock gótico e do post-punk. Guitarras estridentes, colagens dadaístas e atmosferas dub vindas de quatro cordas caracterizam este álbum.

O segundo, e uma década depois, é também o primeiro álbum da banda formada por Neil Barnes e Paul Daley, somando trabalhos que remontam já a 90'. Sem excepção a serem excepção, foram uma das bandas mais influentes da nova música de dança inglesa no início da década, sofrendo etiquetas como IDM, post-techno, este duo fez uma união única entre dub, techno e raeggae.

E o que sobra em comum para um Mano a Mano? Atmosferas escuras, guitarras e synths estridentes, baixos com pesadas influências de dub - e claro, um piscar de olhos à synthpop e à pista de dança nos principais singles de ambos os discos.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Jesus de Cash

Quanto a mudança de registo de uma canção é bem sucedida, há algo de mágico que se opera na mente do ouvinte. Perante o espanto que a nova roupagem do tema nos provoca, pequenos beliscões de familiaridade recordam-nos do original. Assim, pé ante pé, ocorre a sobreposição das duas versões, até conseguirmos ouvir ambas em uníssono.

Apesar da inexorável passagem do tempo, Cash ainda tem forças para dar voz e corpo aos versos dos Depeche Mode de um modo que transfigura o original. Nesta abordagem comedida, grave, quase elegíaca, o cantautor norte-americano parece exorcizar os demónios do passado na companhia da sua divindade pessoal: a música.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Quiz V - No dia de S. Valentim, onde gostaria que a sua cara metade o levasse a passear?


Quem disse que a malta não gosta de política? A avaliar pelos resultados do quinto Quiz do No More Takes, pode-se inferir com alguma segurança que a Assembleia da República é um espaço que consegue atrair casais apaixonados. Os 50% dos votos que a opção 3 - À Assembleia da República porque consta que o número artístico do Bloco de Esquerda é de rir e chorar por mais - conseguiu reunir, revelam claramente que Louça atingiu o seu desiderato com a sua infantilidade premeditada, ups! moção de censura: atenção mediática.

Coisa comum na história dos quiz nomoretakianos é o empate. A 5ª edição confirma esta tendência, já que a opção 1 e 2 repartem igualitariamente os 50% que restavam em jogo. Perante este equilíbrio intenso, até consigo ver o sangue da refrega pelo segundo degrau mais alto do pódio. Uma coisa é certa, houve tantos transmontanos saudosos de uma bela alheira cozinhada em terras para lá do Marão, como intrépidos casais desejosos de ver a actualidade transformar-se em história.